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Taça da Madeira 2007/2008 - Vencedor: Nacional

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Taça da Madeira 2007/2008 - Vencedor: Nacional

Mensagem por danyro em 14.05.08 18:20


Marítimo 1-2 Nacional
O prémio de consolação: Apesar dos preços baixos, o público não aderiu em massa a esta final regional



No fecho da temporada, o Nacional leva o prémio de consolação de uma época menos conseguida, ao bater o seu arqui-rival Marítimo e levando para casa a Taça da Madeira. Um jogo em que as duas equipas não apresentaram os seus melhores jogadores, sobretudo o Marítimo (os alvi-negros ainda apresentaram todos os jogadores disponíveis) que optou pela segunda linha, aliás, de acordo com que Lazaroni havia avisado atempadamente, ao revelar que iria jogar na final "a equipa da Taça da Madeira".

Marcinho falha pénalti
Mesmo assim, apesar das diferenças teóricas, foi o Marítimo quem desde logo pegou no jogo, com um futebol alegre e virado para a frente, ante alvi-negros que pareciam apáticos e encolhidos. Tanto assim que, na sequência desse melhor início de partida, os verde-rubros conquistam uma grande penalidade, por derrube de Cléber a João Luís, mas Marcinho, encarregue da transformação desse castigo máximo, permite a defesa, excelente, refira-se, de Rafael Bracalli. Apesar deste revés, continuou o Marítimo a mandar no jogo, a que respondeu o Nacional apenas aos 21 minutos, quando Juninho obriga Marcelo a defesa de qualidade, com um remate que levava o selo de golo.
Não marcou o Marítimo, seria o Nacional a colocar-se em vantagem, num lance de bola parada, quando Juliano cobra um livre sobre a linha lateral, cruzando a bola para a área, onde Fernando Cardoso, mais lesto que toda a defesa maritimista, incluindo o guarda-redes Marcelo, cabeceou com êxito. O Nacional, com o golo, cresceu, organizou-se melhor, controlando os acontecimentos, ante um Marítimo que acusou o golo sofrido e e perdia a clarividência dos primeiros minutos da partida.
Para a segunda parte, e com as entradas dos jovens da equipa B, Gonçalo e Sidnei, os verde-rubros mostraram-se decididos a mudar o rumo aos acontecimentos e o empate só não surge porque, no mesmo lance, Sidnei atira ao poste (excelente remate de fora de área) e, na recarga, com a baliza escancarada, André Pinto atira a bola à barra. Um tanto à imagem da primeira parte, não marcou o Marítimo e é o Nacional, a papel químico do lance do primeiro golo (livre de Juliano e Fernando Cardoso a surgir entre a defesa maritimista a cabecear sem possibilidade de defesa para Marcelo) a dilatar a vantagem.
Os alvi-negros passaram a defender a vantagem, já confortável, apostando no contra-ataque e na velocidade de Fábio Coentrão (a causar sempre pronlemas à defesa maritimista), e assistiram a uma forte reacção verde-rubra, com Baba, recém-entrado no jogo, a reduzir a desvantagem com um golo de boa execução técnica , a passe de André Pinto. Mas insuficiente. Pese embora a forte pressão final do Marítimo, o Nacional soube segurar a vantagem e, com isso, garantir a vitória e consequente conquista da Taça da Madeira.

Momentos
12 - João Luiz é derrubado na área nacionalista por Cléber e, na transformação do pénalti respectivo, Marcinho permite a defesa a Rafael Bracalli.
21 - 0-1 por Fernando Cardoso, cabeceando com êxito uma bola cruzada por Juliano.
62 - Primeiro o poste sustem um remate de Sidnei e, na recarga, é André Pinto a acertar na barra da baliza.
68 - 0-2, por Fernando Cardoso, a emendar novo livre de Juliano.
79 - 1-2, por Baba, a isolar-se e a rematar com acerto.

O árbitro: Elmano Santos - Árbitro da A. F. Madeira
Realizou um trabalho globalmente positivo, pese embora alguma indefinição na forma como abordou o jogo: ou deixava jogar ou, às tantas, apitava por tudo e nada. Esteve bem ao assinalar a grande penalidade a favor do Marítimo e procurou segurar o jogo sem recorrer aos cartões, mas acabou por fazer uso deles na parte final da partida.

Salve-se quem puder!: Desorganização no final do jogo não impediu satisfação dos técnicos por motivos distintos
Lamentável a desorganização no final do jogo que em nada enobrece a Taça da Madeira e revela muita falta de compreensão com o trabalho da comunicação social. A organização nada decidiu quanto às declarações que ficaram ao critério de cada um. Milton Mendes e Fernando Cardozo falaram na pista, enquanto Jokanovic recusou qualquer comentário ao jogo. Mais tarde, os responsáveis do Nacional encaminharam os jornalistas para a sala de imprensa que estava fechada... Depois de algum tempo de espera para providenciar a sua abertura por um funcionário do estádio, Ivo, treinador adjunto, foi o porta-voz da equipa técnica alvinegra.
"Queria congratular todos os nacionalistas e felicitar os nossos jogadores pelo esforço, dedicação e profissionalismos que tiveram já ao findar da época", disse antes de lembrar o "desgaste" e "algumas limitações físicas" no plantel que deixaram apenas 15 disponíveis para esta final.
Acerca do futuro, recordou que tem contrato por mais um ano com o clube. "Não sou alheio às notícias que correm sobre o meu chefe de equipa, mas essa é uma situação que não me compete decidir. Esperemos que as coisas tenham o melhor fim possível e faço votos para que possamos continuar juntos".

"Réplica positiva"
Milton Mendes, que dirigiu a equipa do Marítimo nesta final, disse por sua vez: "Fizemos um bom jogo. Lutámos muito mas infelizmente não conseguimos vencer. Fica uma réplica muito positiva destes jogadores, mostrando que têm condições e qualidade".
Se lamentou o facto de o resultado "não ter aparecido", o adjunto de Sebastião Lazaroni não deixou de destacar a "imagem de luta que engrandeceu bastante o futebol" da equipa.
Relativamente à continuidade, as palavras foram inconclusivas. "Nos dias mais próximos, haverá mais declarações e, possivelmente, novidades" disse, ao mesmo tempo que confessou o desejo de continuar a trabalhar com Sebastião Lazaroni.

Um goleador inesperado
Fernando Cardozo acabou por ser o herói da conquista do Nacional, ao apontar os dois golos da equipa, em outros tantos golpes de cabeça.
Um 'heroi' inesperado, já que acaba por se tratar de um defesa-central e, naturalmente, não estaria nas contas dos mais optimistas que acabasse por ser em termos ofensivos que Fernando Cardozo iria deixar a sua marca.
O defesa deixou felicitações a "todo o grupo", explicando que mesmo para um jogo de final de época as duas equipas "estiveram motivadas" e considerando "importantes" os golos que marcou. "Foi bom", acrescentou.
O brasileiro não tem ainda certezas quanto à permanência no clube e não respondeu nem afirmativa nem negativamente quanto à possibilidade de este ser o último jogo com a camisola do Nacional. "Vamos ver. Vamos conversar nos próximos dias e esperar para ver o que vai acontecer".
Da sua parte, fica sublinhada a vontade de ficar na Região, até porque essa é também a pretensão dos seus familiares. "Gosto muito da Madeira e a minha família sente-se bem aqui".

Uma final sem público à altura
A Taça da Madeira não convenceu (mais uma vez) os madeirenses. Os Barreiros apresentou as bancadas quase despidas de público que se concentrou na zona da central. O verde e o vermelho esteve representado em esmagadora maioria no cerca de um milhar de espectadores, mas a pequena claque nacionalista teve a oportunidade de se fazer ouvir, quando o resultado começou a correr a favor

Nem presidentes nem notáveis
Os presidentes Carlos Pereira e Rui Alves não estão na Madeira e por isso não marcaram presença no terceiro dérbi da temporada numa tarde/noite com reduzida circulação de notáveis na tribuna. Rui Marote, Catanho José, Miguel de Sousa, Rui Anacleto Alves (director regional de Educação), Luís Miguel Sousa (SAD do Marítimo) e Sérgio Rebelo foram as (poucas) caras conhecidas vistas no estádio.

Hino 'silencioso' e início atrasado
O mau estado dos altifalantes do estádio tornou o hino da Região quase impossível de escutar numa altura em que Rui Marote e Miguel de Sousa ainda faziam o cumprimento tradicional às equipas no relvado que teve de ser interrompido. Para um jogo oficial não se entende o atraso de seis minutos no seu início. Dignificar a Taça da Madeira passa (também) por um maior rigor para evitar certas falhas desnecessárias.

Poucos viram a entrega da Taça
Numa atitude nada desportiva, muitos adeptos do Marítimo abandonaram as bancadas mal terminou o jogo. A entrega da Taça a Cléber, que a recebeu das mãos de Catanho José, aconteceu já com pouco público no estádio. No relvado os festejos foram também reduzidos por parte dos vencedores, o que só demonstra a importância menor da prova...

Resposta às derrotas nos dois primeiros dérbis
O Nacional ainda não tinha ganho esta temporada ao Marítimo. Nas duas vezes que as equipas se defrontaram na Liga, as vitórias (2-0 na Choupana e 1-0 nos Barreiros) foram sempre maritimistas. À terceira, lá chegou ao fim o historial recente de derrotas, com Cardozo a conseguir o que ninguém vira ainda nesta época: golos nacionalistas nos dérbis.
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Re: Taça da Madeira 2007/2008 - Vencedor: Nacional

Mensagem por danyro em 14.05.08 19:15


Nacional conquista Taça da Madeira
O Nacional conquistou ontem à noite a sua sexta Taça da Madeira, ao bater o Marítimo por 2-1, num jogo que, apesar de não ter constituído um grande espectáculo de futebol, foi sempre muito disputado. O defesa Fernando Cardozo foi o autor dos dois tentos do triunfo “alvinegro”, alicerçado na maior experiência dos seus jogadores. Quanto ao Marítimo, mostrou-se demasiadamente perdulário.





O Nacional conquistou ontem a Taça da Madeira, ao bater o Marítimo por 2-1, numa final muito disputada e decidida nos detalhes.
Os “alvinegros” triunfaram com dois golos obtidos pelo defesa Fernando Cardozo, na sequência de lances de bola parada, enquanto os “verde-rubros” reduziram por intermédio de Baba, na fase mais emocionante de uma partida que não despertou o interesse do público, tendo em conta a fraca assistência que marcou presença nos Barreiros para assistir ao último jogo oficial da época das duas equipas madeirenses.
O triunfo do Nacional, assentou sobretudo na maior experiência dos seus jogadores e numa defesa sólida e eficaz ao longo de toda a partida, enquanto o Marítimo se mostrou demasiadamente perdulário, acabando por pagar cara essa postura.
Os “verde-rubros” que criaram a primeira ocasião de golo do jogo, logo aos 5’, por intermédio de Luís Olim, viriam a desperdiçar uma grande penalidade aos 12’, quando Marcinho permitiu a defesa a Bracalli, depois que Elmano Santos sancionou o castigo máximo, castigando um derrube de Cléber ao maritimista João Luiz.
Com este revés, o Nacional criou ascendente na partida e Fernando Cardozo, aos 25’ deu a melhor sequência a um livre cobrado por Juninho.
Nessa fase, a equipa de Predrag Jokanovic assumia as “despesas” do jogo, enquanto o Marítimo se limitava a aproveitar esporádicos lances de contra-ataque para tentar surpreender Bracalli.
Na etapa complementar, face à desvantagem, o Marítimo passou a arriscar mais, como lhe competia, sobretudo após as entradas de Sidnei e Gonçalo que trouxeram outra dinâmica ao ataque “verde-rubro”. A partir de então começaram a surgir alguns calafrios para a defesa nacionalista e aos 62’, a equipa ontem orientada pelo adjunto Milton Mendes, poderia mesmo ter empatado o jogo, quando num lance de infortúnio Sidnei atirou ao poste e na recarga André Pinto não fez melhor enviando o esférico de encontro à barra da baliza de Bracalli.
Contudo, aos 68’, Fernando Cardozo dilatou a vantagem do Nacional, através de um cabeceamento indefensável, após um livre superiormente executado por Juliano.
O Marítimo reagiu de pronto e viveu a sua melhor fase no jogo, mas aos 71’ Elmano Santos terá perdoado uma grande penalidade aos “alvinegros” quando André Pinto foi placado por um defesa contrário.
O recém-entrado Baba reduziu aos 78’, após assistência de André Pinto e na fase final da partida o Marítimo tentou o tudo por tudo para chegar à igualdade, mas a maior experiência do Nacional evitou que os maritimistas conseguissem os seus propósitos.

O defesa Fernando Cardozo esteve em plano de destaque na noite de ontem. O brasileiro foi o autor dos dois tentos da vitória que permitiu ao Nacional levar para as suas vitrines a sexta Taça da Madeira do seu historial.
Após uma época menos conseguida, a equipa de Predrag Jokanovic acabou por levar um prémio de consolação no último jogo oficial da temporada.

Jogadores elogiados pela conquista da Taça
Parabéns aos jogadores pela forma como se bateram e conquistaram a Taça da Madeira. Elogios de Ivo Vieira, treinador adjunto do Nacional, ontem, na sala de imprensa, após a conquista do troféu pelos “alvinegros”. O treinador também não deixou de felicitar o esforço dos seus jogadores neste final de temporada.
Ivo Vieira, treinador adjunto do Nacional, no final da partida deu os parabéns aos seus jogadores por esta conquista, ainda para mais, no final da temporada e com uma equipa muito curta. «Acima de tudo tenho que congratular todos os nacionalistas e dar os parabéns aos nossos jogadores pelo esforço que fizeram já no final da época, com algum desgaste e ainda com alguns jogadores limitados fisicamente», começou por dizer, pelo que, «é de embravecer o esforço dos mesmos. Mais uma vez para eles parabéns pelo esforço, pela dedicação e pelo profissionalismo que tiveram cá e por terem vencido o Marítimo e assim conquistado a Taça da Madeira», afirmou o treinador.
Ivo Vieira também falou também do seu futuro na equipa do Nacional. «Tenho mais um ano de contrato, é natural que não estou alheio às notícias que correm sobre o meu chefe de equipa, mas isso é uma situação sobre a qual possa tomar uma decisão. Esperemos que as coisas possam correr dentro da normalidade e que possam ter o melhor fim possível, sendo que faço votos para que possamos continuar juntos e que todas as partes cheguem a esse entendimento, agora quanto a dados concretos, não sou eu que posso adiantá-los», disse a terminar.

Cardozo satisfeito pelos dois golos
Fernando Cardozo acabou por ser o herói do jogo ao apontar os dois golos que deram a vitória do Nacional sobre o Marítimo. No final o defesa central brasileiro estava naturalmente satisfeito. «Foram dois golos importantes mas o grupo está todo de parabéns. As duas equipas estiveram bem e motivados para disputar este jogo a vitória foi boa», começou por dizer o defesa central “alvinegro”. Quando questionado sobre o seu futuro, o brasileiro respondeu aos jornalistas que não está nada definido, isto apesar de gostar da Madeira e do clube que representa. «Vamos ver como é que vão ser as coisas. Vamos conversar e esperar o que possa acontecer», começou por dizer para logo acrescentar que «vamos conversar. Gosto muito da Madeira, vamos conversar e ver o que é melhor para toda a gente», disse o futebolista a terminar.

«Para a história fica uma imagem muito positiva»
Milton Mendes, treinador dos “verde-rubros” também comentou a derrota da sua equipa para dizer que o Marítimo Europeu está de parabéns.
Apesar da derrota a imagem que ficou foi muito positiva. «Fizemos um bom jogo, a “rapaziada” lutou muito, mas infelizmente não conseguimos vencer a partida, mas fica uma réplica muito positiva dos jogadores que mostraram ter condições, têm qualidade, isto apesar da derrota», começou por dizer. Sem se deter o treinador acrescentou ainda que «infelizmente o resultado não aparecer, mas para a história fica uma última imagem muito positiva, de luta e que engrandeceu em muito o futebol», disse.
Milton Mendes também abordou o seu futuro no Marítimo e garantiu que nos próximos dias podem surgir novidades. «Nos dias mais próximas serão dadas novas declarações e possivelmente novidades. Gostaria de continuar a trabalhar com o professor Lazaroni, temos uma relação muito saudável, não só pessoal mas também profissional. Trabalhar com um homem com o seu palmarés engrandece qualquer pessoa», disse a terminar Milton Mendes.
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